Vou tentar escrever, descrever essa experiencia de ter perdido um filho de 19 anos de uma maneira, aos nossos olhos carnais, tão tragica.
Vou começar este relato apartir do dia 08/02/2009.
Estavamos no sitio em Sorocaba, quando recebi uma visita de minha irma e meu cunhado as 7:30 da manha de um domingo, estranhei , nao a chegada deles ao sitio , mas sim o horario, e nao terem avisado que iriam.
Pensei! Já vivi este momento, quando eles chegaram em minha casa em Sao paulo para avisar que meu querido pai estava hospitalizados, isso em 2003.
Senti algo estranho. Minha irma me disse que deveriamos ir com eles para Sao Paulo , por que o Victor (meu filho) tinha sofrido um acidente e estava no hospital. Entao eu e meu marido nos arrumamos rapido e fomos. Em todo o trajeto de Sorocaba até Osasco - SP , fomos em silencio sem trocar uma so palavra. Eu pedia a Deus para que nao fosse nada grave. Na minha mente eu pensei que veria meu filho machucado, estrupiado. Imaginei um acidente de carro, pois jovens quando sai pra uma balada pra dançar eles bebem, tomam cerveja e tal. Isso era o que eu pensava no trajeto da Castelo Branco. Quando chegamos ao hospital, mal descemos do carro , meu marido nao tinha nem desligado o motor , quando me falaram : " O Victor morreu! Foi assassinado com tres tiros nas costas."
Perdi os sentidos, tudo ficou turvo, parecia que eu entrava num pesadelo acordada. Num caminho com os olhos abertos sem entrada e sem saida. Um grito perplexo saiu sem eu sentir e cai ao chão. Fui amparada pelo meu sobrinho. Meu marido desesperado no meio do estacionamento do hospital nao sabia se ia para a direita ou esquerda, pra frente ou para tras.
Vivemos ali um momento cheio de : " O que esta acontecendo?!" Um misto de realidade e ficção. Parente e amigos aos prantos , eu olhava no rosto de cada um e nao acreditava.
"Meu filho morreu!!!!"
Esse fato nao entrava em minha mente. "Nao pode ser!" Um rapaz sereno , calmo. "Não! Não! O Victor não!" Eu exclamava num desespero só. A minha mente dava um nó. Um conflito, um vazio, um despero de sentimento que nao tem explicação. Que situação ali na frente daquele hospital, naquele momento não conseguia questionar o que levou esta tragedia até nos. "Quem? Por que ?" Eu nao absorvia nada. Eu ali entrava numa especie de êxtase , como se estivesse anesteciada, nao sei pelo choque da noticia que teriam tirado a vida de meu filho caçula.
Durante esse relato revivo o meu comportamento indiscritivél até. Foram poucas horas ali, mas pareceram eternas naquele momento.
Meus outros dois filhos Marcella, Matheus, meu marido, meu genro; eu olhava para eles e parecia um filme, irreal.
Não! Eu não poderia estar passando por esse caminho tão doloroso, dificl, uma realidade abstrata. Uma cratera se abriu sobre meus pés. Cai no fundo deste buraco, era como se a terra toda caisse sobre minha cabeça.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
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Como Doi reviver tudo isso, parece mentira, parece uma daquelas noticias que vemos nos jornais e nunca poderia imaginar que iria acontecer com alguem da minha familia, alguem que a gente tanto ama!
ResponderExcluirCleide
ResponderExcluirUma dor sem limites, um rapaz calmo uma pessoa iluminada.Só nosso pai para explicar essa perda tão grande, nossos corações vazios,de muitos amigos e familiares, que a todo tempo lembramos de você com muita saudade.
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
CHICO XAVIER.