Filho é para sempre!

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Eu e meu filho amado "Victor"!

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

''VOLTAR A ROTINA''

Como é dificil, continuar a vida, uma casa que antes cheia de movimento, música, etc.E a cada momento, a sensação da falta, nos faz lembrar de coisas tão pequenas, mas tão importante para o nosso dia a dia. O Victor era solteiro, os outros dois, já haviam saido de casa casados. Então toda a atenção era para ele,que falta faz ele entrando pela porta da sala, se eu estivesse na parte de cima da casa, ele gritava: MÃE ! eu respondia: TO AQUI FILHÃO. Eu descia ou ele subia, perguntava e o PAI?, eu respondia o pai não chegou ainda.Ele trabalhava no escritório do pai, todos os filhos.Ou, se meu marido estivesse na sala e ele chegava, ele perguntava, e a mãe? Eramos unidos, nas noites frias eu ainda cobria ele de madrugada, quando estava no colégio eu preparava a cama dele, assim que ele chegava era só se deitar. Mas eu fazia e fiz com a Marcella e o Matheus também. Antes do show que ele iria fazer, vinha o DJ preparar as bases, e junto com ele vinha uma galera, uns amigos da hora, como ele mesmo dizia Firmeza.Lembro deles jogando video game, lavando o carro, quando ia tomar banho cantando com o som no último volume, e outras coisas tão singular, mas tão importantes na falta!. Ninguém, que não tenha passado por esse caminho, tem noçao do que é, não pode avaliar, nem julgar. Me tranquei comigo mesma, não queria ver ninguém, que não fosse da minha casa. Porque eu sabia que ouviria o que eu não queria.Preferi não fugir de cada momento de sofrimento, não que eu mesma me punisse, mas eu achei que deveria sim enfrentar, no que eu acredito, e que Deus me colocou nesse mundo. Eu queria nesse momento encontrar uma saída, uma resposta para tudo, mas que viesse direto do meu coração.Sou espírita, mesmo assim não procurei ninguem. Sabia, que muita coisa ainda iria acontecer. Os homens da minha casa, marido, filho, e genro, focados em achar o foragido. Ouviamos palavras que nos enchia de força, mas também palavras que nos colocava na mesma posição do miliante.Eu sabia que muita coisa ainda estava por vir. Meu marido saia na procura nos lugares que algumas pessoas falava que tinha visto o "tal", e meu filho também.Durante a noite,meu coração disparava, eu só pedia a Deus, proteja meu marido e meu filho. Meu Deus como isso tudo vai acabar? como?. Até que um dia eles descobriram, falaram pra eles onde morava o tal. E meu marido foi até lá, desesperado no propósito de encontrar, mas graças a Deus voltou pra casa. Mas agora sabião onde moravam. E os olhares que eu recebia, de determinadas pessoas, comentários, tipo: Aquela mulher é a Bia, então é ela, que mataram o filho dela!. Deus me mostrava tudo.Me senti as últimas das Mulheres, "Mãe". Deus, apesar de todas as minha dúvidas, é ele que me levanta, me acalma, me dá força, é isso que eu acredito, mas não tinha tido experiência dessa natureza. E nesse caminho que ainda estou,ainda corremos muito risco, pois o fulano, ainda encontra-se foragido da polícia, infelizmente a impunidade é grande, pois tem pessoas que protegem esses malfeitores, a última notícia sobre ele, é que ele está nos cafundó da Bahia. É dificil preparar um jantar, um almoço, sempre vai faltar alguém à mesa, a nossa casa ficou grande demais, vazia também, fazemos algumas reuniões, fazemos força de verdade, para superar, e voltar a nova rotina do dia a dia. Vamos muito para o sítio, é engraçado, mas quando voltamos é barra! Antes de tudo isso ocorrer, colocamos a nossa casa a venda, pois pensavamos em morar em sorocaba, mas o Victor não queria mudar daqui. Sempre que vinha alguém interessado na casa, ele dizia: Já vendeu! E quando nós chegavamos ele dizia, boicotei a venda "mamis", deixa essa casa pra mim , e podem ir para sorocaba. Imagine se eu iria deixar meu filho sózinho aqui.

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