Filho é para sempre!

Filho é para sempre!
Eu e meu filho amado "Victor"!

Pesquisar este blog

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A Estrela





Canção do novo mundo
Beto Guedes








Quem sonhou


Só vale se já sonhou demais


Vertente de muitas gerações


Gravado em nosso corações


Um nome se escreve fundo


As canções em nossa memória


Vão ficar


Profundas raízes vão crescer


A luz das pessoas


Me faz crer


E eu sinto que vamos juntos
Oh! Nem o tempo amigo


Nem a força bruta


Pode um sonho apagar
Quem perdeu o trem da história por querer


Saiu do juízo sem saber


Foi mais um covarde a se esconder


Diante de um novo mundo
Quem souber dizer a exata explicação


Me diz como pode acontecer


Um simples canalha mata um rei


Em menos de um segundo


Oh! Minha estrela amiga


Porque você não fez a bala parar
Oh! Nem o tempo amigo


Nem a força bruta


Pode um sonho apagar
Quem perdeu o trem da história por querer


Saiu do juízo sem saber


Foi mais um covarde a se esconder


Diante de um novo mundo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"DESTINO''

Também perdi um outro filho ainda bebe, posso adiantar que a dor talvez tenha sido igual.Ele se chamava Marco.Hoje estaria com 26 anos de idade.Nasceu de uma cesariana feita as presas, devido eu não ter passagem nem dilatação, os médicos não achava que era o momento, e queriam esperar que nascesse normal. Depois de duas cesariana anteriores, como poderiam esperar tanto.Inclusive fui para a Maternidade com minha bolsa rompida.Sofri do início ao fim,esse filho, o Marco também foi o terceiro.Fui internada, fiquei lá até que Deus tocou no coração de uma enfermeira que me via sempre do mesmo jeito, veio me examinar ouvir o coraçãozinho do bebe, e percebeu que já batia fraco. Foi a maior correria entre eles.O anestesista me preparou, e cadê o médico? mais ou menos foram 10 minutos de espera, quando o médico veio, fez o parto, nasceu meu filho, notei que demorou muito para chorar, a enfermeira o levou rapidamente para outra sala para fazer a aspiração, quando retornou com meu bebe, notei ele bem roxinho, era lindo cabeludo, 51 cm, com 3.250 seu peso.Sem sequer imaginar que teria muito mais que passar,mas por nenhum momento pensei que o perderia.Eu estava meia aflita, temerosa, feito o procedimento dos pontos,indo para meu quarto sobre a maca, quando a enfermeira avistou uma outra sua amiga,encostou minha maca na parede e foi falar com ela.Eu tive tanto de medo de cair, pois eu tremia muito de frio, sensação normal após o parto.Ela retornou e fomos, para meu alívio. Parece piada, mas foi real, chegando no quarto não havia lençóis para meu leito.Fiquei na maca por mais algum tempo. Logo chegou o horário de visita, graças a Deus, meus pais, meu marido, meus avós, foram me visitar. E se está ruim pode ficar pior, e foi o que aconteceu, não tinha os medicamentos que eu teria que tomar.Meu pai teve que ir a uma farmácia fora da maternidade comprar.Bem, já tinha arrumado o meu leito pelo menos.Após tudo isso, meus familiares foram até o berçário ver o bebe, e a enfermeira comunicou, que ele tinha que permanecer na incubadora por algumas horas.Meu marido ficou comigo, e mais tarde eu levantando fomos até o berçário -lo.Chegando no vidro observamos que um roxo subia pelas perninhas dele, meu marido desesperado bateu no vidro chamando a enfermeira, que prontamente massageou a sola do pezinho dele e aplicou um medicamento pelo soro.Desse momento em diante nenhum médico ou enfermeira foi me ver.Dei de mamar a outros bebes, pois eu tinha muito leite, mas meu filho ainda não tinha pego em meus braços.Na manha seguinte veio um médico no quarto com uma prancheta nas mãos, da porta mesmo falou meu nome e disse que eu já estaria de alta.Me espantei pois era meu terceiro filho e tudo estava diferente, a mesma maternidade, com outros procedimento achei estranho. Meu marido estava no trabalho, liguei para ele, ele veio me buscar,e a orientação que tivemos era que meu filho sairia no outro dia.Achamos estranho mas os médicos eram eles.Registramos ele e fomos para casa.Na manha seguinte, um telefonema, avisando que era para levar roupas do bebe,e que ele teria morrido, e também como já tinha passado as horas de observação, sido registrado, teríamos que preparar o funeral.Meu Deus. Tudo arrumadinho, lindo, esperando que viesse para casa.Meus pontos inflamados, meus seios com tanto leite, que tive febre. Não consegui ir ao velório de meu filho Marco.O médico simplesmente sumiu da maternidade. Meu marido enlouquecido, foi fazer um boletim de ocorrência e tal, mas foi informado que depois de algum tempo teríamos que desenterrá-lo, para fazer a autopsia,desistimos. Entregamos nas mãos de Deus. Sofri muito.Olha a coincidência. Minha filha mais velha Marcella é do dia 26 de Março, o Marco era o terceiro filho, do dia 29 de Março. O Mateus meu segundo filho, dia 28 de Junho, e meu filho Victor do dia 30 de Junho.Tinham o mesmo signo, mas seus destinos tão diferentes.Posso garantir, que os sentimentos foram iguais,só mudou as circunstâncias.

Momentos


Hoje acordei com muitas saudades de você meu filho. Como é estranho os nosso sentimentos. São variáveis, inconstantes, me faz lembrar de momentos. Lembrar é bom , mas se pudesse ser diferente a minha realidade, seria melhor ainda. A vida é cheia de momentos não percamos nenhum, para que possamos lembrar. Momentos unicos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"" A MORTE NÃO É NADA''''




" A Morte não é nada

eu somente passei

para o outro lado do caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.

eu continuarei sendo.

Me dêem o nome

que vocês sempre me deram,

falem comigo

como sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo

no mundo das criaturas,

e eu do criador.

Não utilizem um tom solene

ou triste, continuem a rir

daquilo que nos fazia rir.

Rezem, sorriam, pensem em mim,

rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado

como sempre foi

sem ênfase de nenhum tipo.

Sem nenhum traço de sombra

ou tristeza.

A vida significa tudo

o que ela sempre significou,

O fio não foi cortado,

Porque eu estaria fora

de seus sentimentos,

Agora que estou apenas fora

de suas vistas?

Eu não estou longe,

apenas estou

do outro lado do caminho...

Voce que ai ficou, siga

em frente,

a vida continua, linda e bela,

como sempre foi." " Santo Agostinho "

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

DIA DE JOGO


É o dia que mais lembramos do victor. Mais ou menos de 5 para 6 anos de idade ele se encantou com o Marcelinho Carioca do Corinthians, até ai ele vestia a camisa do Santos, porque seu pai é Santista. Desse dia em diante ele já tinha escolhido seu próprio time. Ele foi crescendo se interessando por futebol, aos 13 anos ficou sócio da gaviões da fiel. Ele era muito corintiano, e o engraçado que ele nunca viu ninguém fanático. Mas sempre sabendo que jogo um só ganha. Quando ele foi assistir seu primeiro jogo no estádio, nossa que alegria, foi com o meu genro Michel, e o Júlio Cesar um amigão. Parecia que tinha visto umas das 7 maravilhas do mundo. Quando ele ia ao jogo no estádio eu recomendava muito pra ele, ter cuidado respeitar a torcida oposta, tudo isso.Quando jogava São paulo, meu time, com o corintians eu colocava nossas bandeiras uma ao lado da outra na varanda.E quando o corintians foi rebaixado, ele sofreu muito com as brincadeiras de seus amigos, e as nossas piadinhas.Eu dizia a ele, Victor cuidado, a violência esta em todos os lugares, as pessoas já não tem mais tanta sensibilidade, não olham mais para o outro, como gostaria que fosse olhado.Quando ele ia para o estádio eu ficava preocupada, mais doque se ele fosse a uma danceteria, por algum momento me esqueci de toda a recomendação que eu mesma dava a ele.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A IMPUNIDADE E SEUS GUARDIÕES

O que dizer desses jovens mais ou menos 7. Guardiões da maldade, omissos, que por nem um segundo pensou no que transformaria toda as nossas vidas. Aliados da Impunidade, sabendo de tudo,e sabendo principalmente que o ator principal dessa tragédia covarde, teria ido buscar uma arma. Poderiam também terem evitado esse pesadelo!.Tanto para nós, como para eles mesmo.Porque acredito, que o maior acusador é a nossa consciência. Bem, se eles tiverem.Imaginemos a cena, uma moto subindo pela contra mão na avenida dos Autonomistas, com uma mulher de piloto, e o garupa virado de costas para o piloto, para poder atirar, e fugir covardemente pondo a mãe de seu filho na frente.Para que todo esse esquema desses certo, precisava de ajuda de seus comparsas, foi o que um deles fez. Segurando meu filho na conversa em frente a casa noturna,para que ele não fosse embora assim daria tempo.Nesse caso não teve só um assassino.São todos covardes da pior espécie, cúmplices; terão de responder também, se não fosse a malícia, a frieza, essa estupidez, esse plano não teria dado certo.Infelizmente. Basta uma simples ligação anônima para a polícia, divulguei o nome pela internet, fotos, e nada. A impunidade esta a solta. E Essas mentes ardilosas continuarão a fazerem o mau, sem se incomodar com o sangue derramado. Meu filho foi só mais um para a Estatística policial, de um crime após um ano sem solução. Até quando?.

'' CRIAMOS NOSSOS FILHOS PARA O MUNDO''.


Educamos, e criamos nossos filhos para viver em Sociedade!.O Victor tinha amigos, e muitos, fizeram parte da História do Vitão, como era chamado por eles. O que dizer desses Jovens que assistiram há um Homicídio.Não posso deixá-los de fora. Qual o sentimento, e imagem, que ficou com eles? diante da cena, eu posso avaliar. Dentro da situação, tendo que socorre-lo rápido, para um Hospital mais próximo. Mas o Victor não teve tempo. Se foi, nos braços do BRUNÃO ,Tikinho, Vitinho,grandes Amigos, teriam que avisar o matheus, como seria dada essa notícia?eu, como mãe estava longe, imagino somente a cena. Esses jovens que tentaram, sofreram, e a enxurada de pensamentos, e responsabilidades que teriam que enfrentar. Avisar a Família, contar tuda para a Polícia. Imagens de COVARDIA, marcava ali suas vidas.Avalio a aflição que passaram,suas primeiras noite de sono, aquelas imagens na mente. Não será fácil para ELES. E o que dizer dos que não estavam junto? nem se fala, Wagner, Carrara, e tantos outros.Amigos de verdade que na Infância marcou!. Criamos nossos filhos para o Mundo, mas não para serem marcados pela violência covarde, que ainda hoje, andam pelas ruas livres, como se nada tivesse acontecido!. Esses covardes tem uma religião "A IMPUNIDADE', e a contradição de tudo isso é que meu filho foi morto, bem perto de um posto Policial da Guarda Civil Metropolitana. E não havia nenhum Guarda de plantão que fica quase em frente a DANCETERIA. Se tivesse algum guarda no momento, duvido que esse covarde estaria solto até hoje, pondo em perigo a sociedade, onde outros jovens podem estar em risco. Tendo sabido que , que esse COVARDE ,havia matado outro homen na semana anterior, como uma pessoa com esse perfil, ainda fez mais uma vítima?.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

''A NÓS MÃES''

"Não sou diferente de nenhuma mãe, que ama seus filhos, como prioridade, sou igual a todas, só nos diferencia, o meu percurso nesta vida."

''MERGULHEI NO MEU PASSADO''

Mergulhei mesmo,desde a minha gravidez, desse filho tão querido. Esse parto foi programado, planejado, tudo pago.Porque deste mergulho!. Porque eu talvez precisasse reviver toda aquela felicidade, que DEUS nos deu.Estou passando do fundo do meu coração, ainda sem me apegar a minha religão, vejo agora o porque, foi necessário a minha solidão, descobri várias coisas e, posso analisa-las, reconhece-las, diante de tudo em que acredito. E principalmente que DEUS está nas mínimas e nas grandes cousas,tanto material, como o espiritual. O milagre da vida, dentro de outra vida.Me recordei, da amamentação, seu primeiro reconhecimento de vozes, a se equilibrar sózinho sentando, etc, que é normal na evolução de uma criança saudável.Na idade de 4 anos, super sapeca, vivia arrebentado, até que um dia ele subiu na caixa de luz de minha garagem, e caiu, fraturando seu cutovelo, fratura exposta. Penerei minhas lembranças, vasculhei esse passado, porque mesmo sabendo, eu queria achar uma desculpa, me auto culpar. Foi bom, porque, verifiquei que nunca havia trocado nenhum de meus filhos, por qualquer coisa que fosse, a vontade mais simples a mais importante para mim. Eles, e o Victor principalmente, pois ser o caçula com uma diferença de idade de 7 e 6 anos dos outros, a atenção foi até melhor dada. Sempre eles em primeiro lugar.Quando começou a entender, as primeiras brigas que sempre há quando se vai para a primeira escolinha, já começei a prepara-lo, como os outros, á respeitar os mais velhos, ser bom com os coleguinhas repartindo seus brinquedo, nunca coloquei medo de maneira nenhuma, nada contra quem o faz, mas eu nunca falei do homen do saco, e tal, para poder chamar a atenção para mim ,de algo que ele estivesse desobedecendo. Inclusive falavamos muito sobre os Mandamentos da lei de Deus, nunca impus nenhuma religião, nem a minha, ele ia a comunidade quando queria, na igreja católica, mas era livre para aprender onde quer que ele fosse.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

" A FORÇA DE DEUS EM MIM ''

Fiquei por muitos dias revoltada com Deus, com a vida em si. Querendo respostas que talvez quando eu queria, não estava preparada para tal. É evidente que a vida da minha família, sofreu muitas mudanças, mudanças essas doidas, como se amputasse um membro do nosso corpo,e eu calada para não ascender, a chama que hoje é brasa, basta um sopro para o fogo acordar! Só eu e meu Deus, nosso Deus, pois ele atende a todos nós, independente de raça, e credo, ele é o nosso PAI, o mais misericordioso que podemos sequer imaginar. Sim, tem dias que me enfraqueço, pois ser humano que sou, mas logo ele vem ao meu socorro. E comecei uma conversa, uma oração, pois tinha esquecido como Orar. De inicio, começo como um lamento, mas acreditem, de mansinho ele foi pondo no meu coração, que segue:Talvez, hoje seja um dos dias mais tristes de minha vida. A sombra do sofrimento, desceu sobre mim.Perdi a alegria de viver,meu coração não tem mais paz.Vivo em uma guerra por dentro e por fora.Porém, confio em DEUS, em JESUS CRISTO, nosso SENHOR,ele é meu segredo.Nele está meu segredo mais íntimo.Começo a me levantar, desse estado inerte, do sofrimento. Ele consola meu coração.""ELE É A RESSUREIÇÃO,E A VIDA, QUEM NELE CRER, MESMO QUE ESTEJA MORTO VIVERÁ.''''E meu filho amado VICTOR creu em JESUS, em DEUS, nosso PAI.Por isso creio fortemente que ele venceu a morte, e VIVE, bem pertinho do nosso PAI QUE ESTÁS NOS CÉUS.E para sempre tocará nossas vidas, velando por nós, com o mesmo amor e ternura que tinha com todos, que ele amou, ama,e sempre nós amará. AMÉM.

PORQUE ?

Esse mês fez um ano sem meu filho, 08/02, fomos ao cemitério levar umas flores, qual não foi nossa surpresa, quando chegamos. Vimos vários amigos de meu filho ali, foram também depositar seus sentimentos, e suas saudades. Mas o mais estranho de tudo ,que já vi em minha vida, vi os guardas municipais enquadrando esses amigos, eles contaram que foram abordados por esses GCM, vieram saltando por cima dos túmulos, com armas em punho, apontando armas no peito de uns adolecentes, todos em fila sendo revistados, como se fossem bandidos, um absurdo, e o assassino de meu filho solto! estava eu e meu marido, e nossos dois netos, Luna de 6 anos, e Luan de 3 anos. Indagamos o que está acontecendo aki? Os garotos responderam que um rapaz que trabalha dentro do cemitério, disse a eles que só poderia ficar ali, se fossem da família, e chamou os GCM.Meu marido disse a um : - São todos amigos da família, estudantes e tal,pois bem, se já acabaram podem se retirar porque queremos Orar, e prestar a nossa homenagem ao meu Filho, e pedimos para ele que decesse do túmulo que esta meu filho , e fossem embora sim.Ai, esse guarda, nem sei se é essa palavra certa.guarda, guarda o que? Esse guarda Falo ,não vamos sair daqui e pronto;Nós batemos boca com ele sim ,porque ali não tinha nada que comprometesse, o bem Público. Dai uma femina falou, é desacato vamos para a delegacia, nós indagamos. Desacato? em querer ficar aki onde esse jazigo me pertence, estamos aqui para homenagear meu filho! Ficamos sim de cabeça bem quente porque como eu mesma disse para eles; O seu direito termina quando começa o meu! e visse versa.Foram chamadas mais duas viaturas da guarda municipal, um absurdo, com tantas coisas para eles fazerem cismaram com agente, meu marido disse; só saiu daqui com a Policia militar. tivemos que chamar nosso advogado. E Esses GCMs que chegaram todos marrentos, com a mão em suas armas, queriam pegar meu marido a força. Eu disse a eles se voces encostarem as mãos no meu marido, voces vão ter que atirar. Voces estão abusando da sua autoridade.O que aconteceu aqui para tantos homens, que patrulham pelo bem estar da sociedade , estarem aqui? que bem? Fomos para a delegacia parece um filme "O ABSURDO''. Nem pudemos aquele dia chorar a nossa dor.Foi necessário 5 viaturas para o transporte, gasolina, vários gcm, em uma ocorrência sem valor. Saimos da delegacia 19 hrs da noite, chegamos as 13 hrs. alguns perderam o dia de serviço, e a aula na faculdade. Mas mesmo assim, nós vamos continuar com os nossos depoimentos, porque se por um acaso nós não tivessemos chegado lá no momento certo, quem garantiria a integridade física desses jovens. Tenho certeza que se fossem bandidos mesmo ,não estariam ali, abusando de uma autoridade.São muitos mal preparados. e digo mais, alguns desses policiais municipais, são frustrados, pois não conseguiram entrar para a polícia militar, e nem na Civil, pelo despreparo que tem.Estou indignada!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

''VOLTAR A ROTINA''

Como é dificil, continuar a vida, uma casa que antes cheia de movimento, música, etc.E a cada momento, a sensação da falta, nos faz lembrar de coisas tão pequenas, mas tão importante para o nosso dia a dia. O Victor era solteiro, os outros dois, já haviam saido de casa casados. Então toda a atenção era para ele,que falta faz ele entrando pela porta da sala, se eu estivesse na parte de cima da casa, ele gritava: MÃE ! eu respondia: TO AQUI FILHÃO. Eu descia ou ele subia, perguntava e o PAI?, eu respondia o pai não chegou ainda.Ele trabalhava no escritório do pai, todos os filhos.Ou, se meu marido estivesse na sala e ele chegava, ele perguntava, e a mãe? Eramos unidos, nas noites frias eu ainda cobria ele de madrugada, quando estava no colégio eu preparava a cama dele, assim que ele chegava era só se deitar. Mas eu fazia e fiz com a Marcella e o Matheus também. Antes do show que ele iria fazer, vinha o DJ preparar as bases, e junto com ele vinha uma galera, uns amigos da hora, como ele mesmo dizia Firmeza.Lembro deles jogando video game, lavando o carro, quando ia tomar banho cantando com o som no último volume, e outras coisas tão singular, mas tão importantes na falta!. Ninguém, que não tenha passado por esse caminho, tem noçao do que é, não pode avaliar, nem julgar. Me tranquei comigo mesma, não queria ver ninguém, que não fosse da minha casa. Porque eu sabia que ouviria o que eu não queria.Preferi não fugir de cada momento de sofrimento, não que eu mesma me punisse, mas eu achei que deveria sim enfrentar, no que eu acredito, e que Deus me colocou nesse mundo. Eu queria nesse momento encontrar uma saída, uma resposta para tudo, mas que viesse direto do meu coração.Sou espírita, mesmo assim não procurei ninguem. Sabia, que muita coisa ainda iria acontecer. Os homens da minha casa, marido, filho, e genro, focados em achar o foragido. Ouviamos palavras que nos enchia de força, mas também palavras que nos colocava na mesma posição do miliante.Eu sabia que muita coisa ainda estava por vir. Meu marido saia na procura nos lugares que algumas pessoas falava que tinha visto o "tal", e meu filho também.Durante a noite,meu coração disparava, eu só pedia a Deus, proteja meu marido e meu filho. Meu Deus como isso tudo vai acabar? como?. Até que um dia eles descobriram, falaram pra eles onde morava o tal. E meu marido foi até lá, desesperado no propósito de encontrar, mas graças a Deus voltou pra casa. Mas agora sabião onde moravam. E os olhares que eu recebia, de determinadas pessoas, comentários, tipo: Aquela mulher é a Bia, então é ela, que mataram o filho dela!. Deus me mostrava tudo.Me senti as últimas das Mulheres, "Mãe". Deus, apesar de todas as minha dúvidas, é ele que me levanta, me acalma, me dá força, é isso que eu acredito, mas não tinha tido experiência dessa natureza. E nesse caminho que ainda estou,ainda corremos muito risco, pois o fulano, ainda encontra-se foragido da polícia, infelizmente a impunidade é grande, pois tem pessoas que protegem esses malfeitores, a última notícia sobre ele, é que ele está nos cafundó da Bahia. É dificil preparar um jantar, um almoço, sempre vai faltar alguém à mesa, a nossa casa ficou grande demais, vazia também, fazemos algumas reuniões, fazemos força de verdade, para superar, e voltar a nova rotina do dia a dia. Vamos muito para o sítio, é engraçado, mas quando voltamos é barra! Antes de tudo isso ocorrer, colocamos a nossa casa a venda, pois pensavamos em morar em sorocaba, mas o Victor não queria mudar daqui. Sempre que vinha alguém interessado na casa, ele dizia: Já vendeu! E quando nós chegavamos ele dizia, boicotei a venda "mamis", deixa essa casa pra mim , e podem ir para sorocaba. Imagine se eu iria deixar meu filho sózinho aqui.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

"CHEGOU A HORA"

Chegava a hora do sepultamento,o momento que realmente iriamos nos separar para sempre. O desespero vai aumentando,O coração parece que ia sair pela boca de tanto pulsar. Foi feita uma singela Oração, muito significativa, E seguimos para onde seria sua última morada física. Silêncio durante o cortejo. Acabava ali todos os sonhos.Seus amigos, e todos os presente cantaram suas músicas, aplaudiram, depositaram suas flores como se fossem um abraço, e cada um ia se retirando aos poucos, como que não quisessem deixa-lo só. Meu suor pelo sol que fazia ,misturava como que eu sangrasse pelos poros. Não dá para medir, e nem remédio para todo esse sofrimento d'alma. O fim de um jovem de 19 anos, que foi interrompida pela crueldade, por um estúpido que por nada multilou uma família. Essa pessoa barbara, acabou num só com meu filho, mas com todos nós! E fugiu. Desse dia em diante travamos uma guerra com o desconhecido.Além de todos esses sentimentos acumulados, vimos também a revolta. Porque esse individuo fugiu, quem o escondeu?. E mais, pessoas sem o mínimo cuidado , que com suas frases de parachoque de caminhão, com suas frases feitas não soava bem em meus ouvidos. Imagine a dor e indignação ainda tinha que ouvir. Me revoltei com "Deus".Qualquer palavra de conforto, aumentava mais minha revolta. Uns querendo me ajudar, outros me afundar! . Em quem confiar?.No fundo do meu coração o que algumas pessoas (algumas duvidosas), me falavam eu sentia ao contrário :- Deus quis assim, tem que se conformar :- Ah, o tempo vai te ajudar:- Deus sabe de todas as coisas:- Vamos orar pela sua família. Como se todas essas pessoas estivesses acima do bem e do mal, fora da minha realidade tão sombria, tenebrosa. Que nossa vida, estava sem a presença de Deus. O sentido de todas essas frases que não foram poucas, no fundo, tinha algo não declarado, como se Deus tivesse enviado um castigo. Não aceitei, e nem tão pouco aceito, até hoje que profetizem minha vida familiar. Ninguem tem o poder, e ninguém é tão puro para tal feito.Quem somos nós?.Para meu marido e para meu filho foi pior, os vizinhos, amigos ,etc, se refiriam à eles como se cobrasse uma atitude mais severa drástica, impiedosa. Assim como:- E ai pegaram o cara?, dá para se ter uma noção das perguntas. Querendo ver mais destruição, o que havia acontecido para muitos era pouco,se esquecendo que a violência esta em todo canto. Muitas vezes o silêncio fala mais alto. Mas graças a Deus tivemos muitos amigos silenciosos.Amigos de verdade!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Exposição

Fui para o velório, onde iria ver pela ultima vez meu filho. Que não tinha nenhum inimigo aparente, um rapaz simples, gostava de cantavar funk, fazia alguns shows, levava alegria aos jovens de sua comunidade.Quase não saia, pois tinha uma namorada, e se amavam muito.

A hora que todos passavam, eu sentada em uma cadeira na sala do velório, recebendo as pessoas que vieram nos abraçar, nos dar forças, amparo, pesamês.

Muitas familias , pais e mães das centenas de amigos e amigas do Victor. Jovens desesperados que se debruçavam sob aquele corpo inerte. Tinhamos que nos conter para que todos aqueles jovens ao nosso lado nao perdessem os sentidos. Uns queriam que ele se levanta-se. Gritavam: "Levanta Vitão!" Tivemos que arrumar a roupa em seu corpo por varias vezes. O desespero era geral! Inconformidade latente, muito visivel, e desesperador.

Sua namorada, o que podiamos dizer a ela! Uma jove de 16 anos. Que experiencia!

Eu não podia deixar todas as minhas emoçoes que eu contia no meu peito sair. Meu marido Kiko de um lado para o outro, nao pude abraça-lo para chorarmos juntos. Estavam todos a ponto de explodir , se eu exboçasse qualquer desespero diante de meu marido e meu filho Matheus, poderia ser a destruição total de uma familia. A preocupação com a minha pessoa era grande, mas graças a Deus não fui dopada e nem precisei de medicamento nenhum diante desta tragédia.

Você pode imaginar o sentimento de um pai, pela figura que ele representa em uma familia, o poder que o pai tem sobre seu filho para livra-lo do perigo . Não tem idade para essa proteção que o pai representa a seus filhos. E tudo isso vinha em minha mente, uma avalanche de pensamentos.

Meu filho Matheus, desnorteado nem conseguia chegar perto para a despedida, estava envolvido em descobrir quem era a pessoa que fez isso com seu irmão, seu coração era puro ódio. Uns o acalmava, outros botavam fogo. Tinha quem dissesse: " Ah se fosse comigo não ficaria assim", indiretamente querendo uma resposta nossa, uma atitude igual. Havia também quem comentasse : "Será que ele não fez nada mesmo." De forma maldosa , deixando no ar a ideia de que so se morre desta forma cruel quem merece. E não é bem assim !

O irmão mais velho que o acompanhava em todos os shows. O Victor so ia aos shows se o Matheus o acompanhasse, por que com ele se sentia mais seguro. Imagina o sentimento deste irmao diante de tudo isso. Tinham os mesmos gostos, nasceram no mesmo mes - Matheus dia 28/06 e Victor 30/06 - comemoravam junto seus aniversários pois tinham amigos em comum.

O que eu poderia dizer ao meu filho e ao meu marido nesta hora? "Nada!" Poderia apenas me conter para que eles nao passassem disso.

E agora? Como seria nosso fututo? Como seriam nossos dias? Como seria nossa volta pra casa definitivamente sem ele? Sofriamos muito, mas agente se conforma com que vemos. Ali , so restava o corpo, mas estava lá entre nós ainda. Diante de tudo , eu ainda sofria por antecipação, imaginando como seria.

O Choque de Realidade - Parte II

Fomos junto aos amigos dele que estavam junto onde tudo aconteceu. Dai começou a corrida para a captura deste marginal, onde mora etc.

Todos os amigos , no momento, nao sabião falar direito o motivo. Havia ocorrido uma discussão na danceteria que eles estavam, um mal entendido. Sem maiores problemas e resolvido na hora. Chegaram até a apertarem as mãos , e se findava o mal entendido.

Assim meu filho continuou no recinto , sem maldade e inocente do que havia de vir. Permaneceu com seus amigos e companheiros por mais algum tempo e quando se dirigiu ao estacionamento onde iria pegar seu carro e retornar para casa, ouviu chamar seu nome no meio da rua, e ao se virar foi alvejado . Seus companheiros também nao acreditavam na cena que viam diante de seus olhos , e contam : " Ele caiu como se levasse uma pedrada, se levantou como se também nao entendesse nada e foi quando mais dois tiros lhe acertaram as costas." Foi prontamente socorrido pelos companheiros. E so deu tempo de ele dizer : "Amo todos vocês!" E partiu. Não houve mais tempo de nada.

Minha vida teria dado um nó. A angustia de nao estar presente esta hora me consumiu. A minha preocupação com o nosso futuro ascendeu em minha mente. Meu filho, meu esposo, o que seria deles, de mim. Como seria tudo. "Meu Deus Socorro! Me ajude!".

A policia também ja tinha sido acionada.

O choque de Realidade

Minha filha marcella chegou em mim e disse: mãe, voce quer ir ve-lo no I M L , por alguns segundos pensei: não vou suportar. Ve-lo naquele estado em que eu imaginara. Ao mesmo tempo pensei:não sou covarde,afinal é o meu filho!

Fui devagarinho pelo corredor, passo a passo, olhando em cada porta que eu passava,e se não for ele? imaginava.No fundo eu queria que tudo fosse um engano.Chegamos em uma sala,uma maca coberta, com um tecido branco, ai meu Deus.A enfermeira perguntou, pode levantar o lençol? eu disse tremula com a voz embargada,Sim!. Ai ela levantou o lençol, aquele corpo semi-nu, com as marcas da maldade em seu corpo; ai mergulhei para o mais profundo do submundo de sentimentos.

Feito esse reconhecimento, precisavamos tomar outros procedimento a respeito.Minha filha, e meu genro ficaram no hospital, para providenciar tudo. viemos para casa, aguardando o termíno dessa fase.

O tempo, nesse dia, chovia e parava, o sol saia forte, e logo vinha a chuva novamente, e tudo se repetia. diante de todo esse sofrimento e desespero, eu perguntava a Deus: porque meu filho? Porque com a minha família? Sentia que daquela hora em diante ,uma grande mudança em nossas vidas iria iniciar.

Chegando em minha casa o clima do lugar onde moro , o ar, as pessoas . Era tudo parado, como se o tempo agora fosse tudo bem lento. Um cenario de tristeza se abateu sobre o lugar.

Entrando na rua de minha casa, deparei com o meu portão lotado de jovens inconformados também, não acreditavam na noticia. Parentes foram chegando , o tempo passava devagar, como se quissesse mostrar que era real sim, e nao um simples sono de pesadelo que se acorda e se finda o sonho ruim, NÃO!

Ai viria a outra fase, do velório. Ai meu Deus!

Os procedimentos foram feitos e junto com essa nova fase quem teriamos que passar.

Minha filha me chamou para que eu pegasse as roupas que eu gostaria que ele fosse sepultado. Escolhemos a roupa que ele mais gostava, o uniforme da Gavioes da Fiel, torcida organizada do Corinthians , da qual ele fazia parte desde seus 13 anos. Junto com a roupa pegamos sua bandeira do time para que fosse coberto o caixão.

Apartir dai acendeu-se quem tinha feito tal ato tão impiedoso, cruel e pq??????

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A dor da Perda!

Vou tentar escrever, descrever essa experiencia de ter perdido um filho de 19 anos de uma maneira, aos nossos olhos carnais, tão tragica.

Vou começar este relato apartir do dia 08/02/2009.

Estavamos no sitio em Sorocaba, quando recebi uma visita de minha irma e meu cunhado as 7:30 da manha de um domingo, estranhei , nao a chegada deles ao sitio , mas sim o horario, e nao terem avisado que iriam.

Pensei! Já vivi este momento, quando eles chegaram em minha casa em Sao paulo para avisar que meu querido pai estava hospitalizados, isso em 2003.

Senti algo estranho. Minha irma me disse que deveriamos ir com eles para Sao Paulo , por que o Victor (meu filho) tinha sofrido um acidente e estava no hospital. Entao eu e meu marido nos arrumamos rapido e fomos. Em todo o trajeto de Sorocaba até Osasco - SP , fomos em silencio sem trocar uma so palavra. Eu pedia a Deus para que nao fosse nada grave. Na minha mente eu pensei que veria meu filho machucado, estrupiado. Imaginei um acidente de carro, pois jovens quando sai pra uma balada pra dançar eles bebem, tomam cerveja e tal. Isso era o que eu pensava no trajeto da Castelo Branco. Quando chegamos ao hospital, mal descemos do carro , meu marido nao tinha nem desligado o motor , quando me falaram : " O Victor morreu! Foi assassinado com tres tiros nas costas."

Perdi os sentidos, tudo ficou turvo, parecia que eu entrava num pesadelo acordada. Num caminho com os olhos abertos sem entrada e sem saida. Um grito perplexo saiu sem eu sentir e cai ao chão. Fui amparada pelo meu sobrinho. Meu marido desesperado no meio do estacionamento do hospital nao sabia se ia para a direita ou esquerda, pra frente ou para tras.

Vivemos ali um momento cheio de : " O que esta acontecendo?!" Um misto de realidade e ficção. Parente e amigos aos prantos , eu olhava no rosto de cada um e nao acreditava.

"Meu filho morreu!!!!"

Esse fato nao entrava em minha mente. "Nao pode ser!" Um rapaz sereno , calmo. "Não! Não! O Victor não!" Eu exclamava num desespero só. A minha mente dava um nó. Um conflito, um vazio, um despero de sentimento que nao tem explicação. Que situação ali na frente daquele hospital, naquele momento não conseguia questionar o que levou esta tragedia até nos. "Quem? Por que ?" Eu nao absorvia nada. Eu ali entrava numa especie de êxtase , como se estivesse anesteciada, nao sei pelo choque da noticia que teriam tirado a vida de meu filho caçula.

Durante esse relato revivo o meu comportamento indiscritivél até. Foram poucas horas ali, mas pareceram eternas naquele momento.

Meus outros dois filhos Marcella, Matheus, meu marido, meu genro; eu olhava para eles e parecia um filme, irreal.

Não! Eu não poderia estar passando por esse caminho tão doloroso, dificl, uma realidade abstrata. Uma cratera se abriu sobre meus pés. Cai no fundo deste buraco, era como se a terra toda caisse sobre minha cabeça.